ANGELINA!
angie, gê. versátil, paranóica, dependente e pessimista. vive mais do que aqui (!). segredos guardados à sete chaves e criatividade temperamental. muita conversa, pouca realização.

LINKS!
andré, bah, danillo, dany, gabih, lucy, moon, renata, bábis


15.10.06

então.

parece que o endless-sorrow não é tão endless assim.




blog novo: driftwood.




11.9.06

quantas vezes por dia você pode ouvir uma música sem enjoar?

sometimes the inspiration never comes.
when all you want is someone to realize your depression.
when all you want is someone to say that they care.
the sun can be shining but you don't see it.
and the love can be there but you don't feel it.
and sometimes, sometimes, sometimes
the inspiration never comes
and the ransom for your joy is just too much
to show your face means they might judge.
they always judge.
when all you want is the will to get out of bed.
when all you want is some understanding.
sometimes the inspiration, it never comes.




10.9.06

essa falta de atualização, em parte, reflete bastante o que eu estou sentindo.

não posto pois gosto de saber o que vou postar. geralmente, meus posts não saem como eu queria que eles saíssem, mas a idéia principal está sendo colocada logo no primeiro parágrafo, logo na primeira linha. se eu fujo, no entanto, aí já é outra história. aí tem a ver com os sentimentos e as idéias que aparecem conforme vou escrevendo, o que, acredito eu, seja comum em todos que escrevem qualquer coisa, até mesmo um bilhetinho de duas palavras.

mas ultimamente, a idéia principal de que falei não vem. idéia para qualquer coisa, eu não tenho. sinto às vezes que meu cérebro está parado; outras vezes, sinto que meu cérebro não cala e isso me irrita tanto e tanto que eu fico frustrada com vontade de gritar, mas sem poder gritar sem chamar atenção e, grrr, eu odeio isso. mas esse nem é o problema. o problema é que eu estou no meio de uma crise longa, que se estende e parece não ter fim. mas eu sei que terá fim. porém, quem escuta a razão no momento em que os hormônios estão dando o seu melhor para ferrar com a sua cabeça?

às vezes acho que eu estou enlouquecendo e afundando na minha própria miséria, afastando todos de mim. e eu nem ao menos tento nadar ou me manter na superfície. porque há uma beleza, e esse é meu lado irracional falando, há uma beleza na escuridão e na tristeza. então quando ele vem, ao menos pra mim, é difícil não me deixar levar. pois a tristeza quando bate, bate quente e familiar e tudo que eu quero é me enrolar nela e ficar ali o tempo todo.

e antes que me venham com 'mas depende de você mudar isso', eu falo para tais pessoas irem tomar no cu. porque dizer que eu não tentei vocês não podem. e dizer que é fácil, menos ainda. pois, como eu já disse num dia anterior, as pessoas tem a mania de dizer que temos que mudar, sem analisar o quanto é difícil mudar o que sempre fomos e o que sabemos. é como quando dizem: se joguem ao mar, que pode ter tubarões e sei-lá-o-que. veja bem: pode ter. você não sabe e cabe a você descobrir. mas a que custo? você se joga e perde a perna e é atacado por piranhas carnívoras... e valeu a pena? sei lá. a gente nunca sabe. e esse 'não saber' me prende aqui, aonde eu tenho controle de tudo.

e eu nem mais sei do que falo. sei, porém, que preciso tomar banho e dormir. e que o blog continuará às moscas. o que nem é, assim, uma novidade.




3.9.06

por favor, me digam que o fim de semana não acabou já, que eu não gastei meus dois dias de descanso dormindo apenas ou lendo. digam que eu arrumei tudo que eu não tenho tempo de arrumar durante a semana, digam que eu fui no cinema como queria, digam que eu vi os filmes que eu queria ter alugado, digam que eu vi as reprises dos seriados que perdi durante a semana e que eu não ignorei todos que me ligaram. digam, sim?




2.9.06

se eu fosse listar as mudanças que preciso fazer, eu não sairia daqui. mas, ao menos, eu colocaria, enumerados pelo grau de importância e facilidade, os defeitos que possuo de acordo com os padrões estipulados por sabe-se-lá-quem e talvez, assim, as pessoas notariam que o meu problema não é uma cegueira mental; não é questão de eu não saber aonde erro e aonde estão meus defeitos. e nem é questão de não tentar mudar. é questão de conseguir, mesmo; de não desistir perante as dificuldades; de não se abalar diante as crises e humilhações imaginárias. é questão da dificuldade que é deixar de ser você e esquecer suas crenças; de acreditar no que ninguém provou ser verdade; de ignorar o que sua cabeça está lhe dizendo; de passar por cima das vontades mínimas, porém importantes. é questão de muita coisa que eu já tentei enfrentar e que todo mundo diz, com aquela expressão de idiota que acredita em papai noel, que temos que pensar no que virá depois, no que é melhor, pois tudo valerá a pena, etc, etc. como se fosse simples assim. pois não é, não é fácil mudar e não é fácil pensar no depois, pois no processo de mudança, sua confiança falha, sua auto-estima some e sua fé acaba. e eu digo isso pois já tentei, várias vezes. então, não me diga o que fazer; não me diga aonde mudar; não diga que eu não tentei. porque, se fosse fácil, eu não estaria escrevendo uma merda de post desorganizado e que está servindo mais de desabafo do que de atualização decente propriamente dita. pf.

(vontade de mandar alguém pastar)




17.8.06

parei.

parei de ligar para quem não liga pra mim. parei de me importar. parei de fazer favores que jamais serão apreciados ou retribuídos. parei de tentar consolar quem nunca notou que preciso de consolo. parei de tentar achar palavras que fizessem os outros se sentirem mais importantes. parei com o fingimento. parei com uma porção de coisas que dizem respeito a essas pessoas que nunca tentam estar lá pra gente mas que esperam que estejamos sempre lá para elas.

pois, se tem algo que cansei de ser, é idiota. e eu nem quero saber se com meu comportamento irei afastar os outros. eu não ligo mais. pois de que adianta estar rodeada de pessoas que nos fazem querer vomitar a cada meio segundo? exatamente, de porra nenhuma. então vamos adotar uma postura mais egoísta e talvez egocêntrica, porém mais racional.

claro que, se você não me deu razão para desprezar você, continuaremos com nossas conversas, nossos telefonemas, nossos e-mails, etc e tal. mas, se não, esqueça. não responderei as perguntas (e se for msn, ainda bloquearei), direi que não estou e simplesmente ignorarei os e-mails. pois se os outros podem, eu também posso.




12.8.06

preciso mudar muitas coisas. em todos os aspectos possíveis.

mas, como algumas coisas são difíceis de mudar, eu mudo somente o layout (:




3.8.06

sei que não é incomum e que muitos sentem, vez ou outra, essa vontade surreal que sinto, agora, de escrever sem ter de verdade um assunto sobre o qual escrever. porém, se eu começar a vomitar coisas, irei chegar a algum assunto próximo de interessante (possivelmente).

não que eu saiba isso por experiência. em regra, quando tenho vontade de falar, por exemplo, e não tenho qualquer pessoa para me ouvir, eu simplesmente não falo. é mais fácil e é garantido que não estarei sendo impertinente, coisa que tenho absoluto pavor de ser, mas não raramente me sinto sendo. às vezes, até há pessoas com quem posso falar on-line, pessoas com quem nunca falei sobre determinados assuntos, mas que eu sei que não se importariam tanto de ouvir. mas, daí, quando estou pronta, não estou mais. algo trava e eu mudo de idéia. é algo que não consigo evitar e nunca me esforcei, realmente, para ser diferente.

acontece que eu sou muito fechada, tímida e consciente de certas coisas (mas não muitas). tenho vergonha de ser infantil, imatura, instável, boba, ingênua, inconveniente e uma porção de coisinhas mais que eu com certeza pareceria se eu falasse tudo. é difícil conversar sobre determinados assuntos, quando parte do seu cérebro está imaginando o que se passa no cérebro de quem você fala. é por isso que sou tão assim, fechada e refreada.

tudo isso me faz pensar que eu sou um tanto quanto fingida. eu não falo para magoar os outros, mesmo que às vezes seja isso que a pessoa mereça. tento não ser antipática, injusta, inconveniente e etc, daí acabo não sendo a angelina que sou. e o pior é que as pessoas gostam de quem é o que é. e eu não sou, na maior parte do tempo. daí, é claro, acabo sendo justamente o que não quero ser. ciclo vicioso maldito!

desaprendi a interagir com as pessoas, essa que é a verdade. se bem que para isso, eu deveria saber como interagir em primeiro lugar e eu não acho que eu, alguma única vez, tenha aprendido. talvez eu nunca soube mesmo. aliás, reparem que cá estou eu procurando desculpas pouco convincentes para justificar minha personalidade pouco trabalhada. é assim que faço: arranjo pretextos pobres para continuar da mesma forma medíocre que sempre fui; assim quem sabe eu me sinta menos culpada. caso eu não arranje tais pretextos, culpo os outros. é tão fácil desse jeito que todo mudo faz isso, ou quase todo mundo.

às vezes paro e penso em certas coisas, como acabei de fazer aqui só que sem a parte de pôr os pensamentos organizados e em palavras, apenas para perceber que, céus, eu sou ridícula. sei por que sou do jeito que sou, sei que ganharia muito mudando isso, mas simplesmente não o faço. conveniência? medo? conformidade? possivelmente os três, com mais algumas coisas que eu não consigo entender. e, sabe, na maior parte do tempo, está inteiramente okay ser assim; acreditem ou não, mas eu não me incomodo tanto. só que às vezes vêm essas crises e eu odeio tudo, inclusive e sobretudo, eu mesma, com esses ataques de menininha inconstante e histérica. grrrrr, fiquei com raiva agora! ):




31.7.06

o que eu ando fazendo com a minha vida?

essa pergunta não me deixa a cabeça. quero pensar em outras coisas e, muitas vezes, até consigo. mas daí a pergunta ressurge da mesma forma inconveniente que todas as perguntas difíceis assim surgem, só para fritar meus neurônios com respostas insuficientes e mentirosas. pois a verdade é que eu simplesmente não sei o que eu estou fazendo. sinto como se estivesse desperdiçando a minha vida, ou olhando-a ser desperdiçada sem mover um único músculo. e levando em consideração que é a única, eu não deveria desperdiçar a minha vida assim, tão passivamente.

sabe, eu pensava que estava fazendo tudo certo, mas num certo ponto me perdi do que era considerado correto. esqueci, simples assim, os planos, as idéias, a vontade... tudo ficou pra trás e eu não acho que quero fazer o caminho de volta. aliás, não sei o quê quero ou o quê não quero; esse é o problema inicial, pra falar a verdade.

a única coisa que eu sei que quero apagar a luz e esquecer o mundo, por um tempo.

mas preciso fazer o dever de casa, antes.




22.7.06

distraída, no ônibus outro dia, fiquei pensando nas coisas que escrevi com a intenção de postar e nunca postei, nos e-mails que escrevi revelando mais do que queria e acabei enviando para mim - eu sou estranha a esse ponto mesmo - e em tudo mais que nunca considerei mostrar a qualquer pessoa. são somente pensamentos e desabafos exagerados e até mesmo com umas mentirinhas entre as virgulas e parênteses.

no ônibus, pensei em criar um blog para postar tudo o que não tenho coragem de revelar. mas aí não seriam mais pensamentos não-revelados, e não há absolutamente nenhuma graça nisso (; graça há nos segredos e no que não é dito claramente; graça há nas entrelinhas.

OBS.: sei que muitos já sabem, mas eu tenho um outro blog, o countdown. não deixarei esse aqui, no entanto, me apeguei demais nele para trocá-lo por outro <3<3<33




3.7.06

quem olhasse para mim hoje, durante a aula, pensaria em como sou uma menina aplicada e estudiosa, que se mantêm calada a aula inteira e copia todas as matérias. tais pessoas teriam até motivos para pensar assim, afinal as minhas notas são melhores que de oitenta por cento da sala - talvez mais - o que seria a conseqüência lógica para a minha dedicação e anotações impecáveis no cantinho do caderno de geografia.

tais pessoas, porém, estariam completamente erradas. se minhas notas são boas, culpe meus estudos de última hora e o despertador que me acorda as cinco da manhã para me lembrar de decorar as fórmulas. e, se eu estava quieta, era porque não tinha ninguém interessante para conversar e, se tinha, tais pessoas estavam envolvidas demais xingando o tal técnico do brasil - é, gente, o brasil perdeu, mas entenda: alguém precisa perder; então não me encha mais com isso - e, claro, se eu estou fazendo anotações inúteis no cantinho do caderno é porque eu sei que aquilo cai no teste, por mais idiota que seja, e que vocês irão se ferrar por não calarem as malditas bocas, xingando o tal técnico da seleção - de novo.

para ser franca com você, eu estou é cansada; cansada desse cansaço; cansada dessa inconformidade; cansada da minha falta de compreensão e senso de justiça; cansada do tempo e da chuva; cansada dos pontinhos de interrogação na minha cabeça; cansada dessas reações passionais que não me convencem; cansada dos gestos mecânicos; cansada dos falsos elogios e do interesse desinteressado; cansada do assunto copa do mundo e das cores do brasil; cansada da capa de invisibilidade que pareço ter; cansada da não conseguir mais me satisfazer comendo doces; cansada de querer me satisfazer comendo doces; cansada dos pré-julgamentos e das verdades ditas absolutas; cansada da minha própria babaquice emocional; cansada de não fazer valer a pena; cansada de não valer a pena; cansada desse vazio que não se preenche; cansada das pessoas que divertem-se agredindo sua aparência física; cansada das obrigações; cansada de não ter ânimo para cumprir as obrigações; cansado de quem fala alto para tornar óbvio o quanto é ridículo; cansada dessa falta de personalidade; cansada dessa forte personalidade; cansada de não saber manter uma conversa, de forma digna; cansada da distância; cansada do silêncio não mais preenchido pela música romântica; cansada do romantismo, do drama e do clichê; cansada da porra do senso comum; cansada da frieza e da insensibilidade; cansada do medo e dos "e se"; cansada da apatia permanente; cansada dos conselhos simples e ineficientes; cansada de ficar cansada e não fazer nada sobre isso. cansada de coisinhas que vão se aglomerando e, principalmente, cansada de mim, da minha imagem, de tudo que fui e sou.

enfim, cansada estou. e provavelmente cansada ficarei até resolver parar com as desculpas para continuar passiva como sou e começar a viver o que chamam de vida. ou talvez só ficarei assim até chegar o que chamam de férias. mas, como tanto um quanto o outro irão demorar, ficarei aqui - cansada e frustrada - tentando calcular a probabilidade de eu não matar alguém que me venha com o assunto copa do mundo amanhã, embora seja claro que não é preciso nenhum cálculo matemática para saber que é menor que um (:




24.6.06

não há nada que cause maior sensação de alivio do que dizer bem alto um "foda-se".

é, tipo assim, indescritível.




18.6.06

eu acho que, em certo ponto nos últimos dois ou três meses, eu perdi.

"o quê?" - você me pergunta, ou por curiosidade ou por educação.

e, desculpa, mas eu não sei responder. não sei mesmo o que perdi ou quando perdi, mas agora, pensando e re-pensando sobre certos assuntos que nada têm de especial, dei-me conta que uma parte de mim caiu por aí. uma parte importante que guardava algo importante, mas que eu, na minha espetacular lerdeza, não senti falta. até agora, pelo menos.

as coisas ultimamente... sei lá. sinto, com freqüência, que não são como costumavam ser. é claro, é pura ingenuidade minha esperar que as coisas sempre sejam iguais. a evolução está em mudanças, principalmente nas pequenas. ao menos é o que dizem.

aliás, nos dizem tantas coisas por aí que eu não sei o que acreditar. queria, por um tempo, afastar-me de todos esses conhecidos que viraram fantasmas na minha mente. queria sumir, perder-me, esconder-me... chame conforme sua vontade. eu só queria isso. porque, sabe, às vezes tempo é o que precisamos. e ironicamente, isso é o que menos tenho. quando acho que terei, não tenho. quando tenho, o desperdiço. quando vejo, é o dia seguinte.

isso é tudo que precisa para deixar uma pessoa irritada. e várias espinhas causadas pelo excesso de chocolate do final de semana passado não ajuda, exatamente.




11.6.06

oi.




só vim aqui registrar que, para felicidade de alguns e infelicidade de muitos, continuo viva. e cansada, na maior parte do tempo; ocupada e estudiosa como nunca fui antes; viciada em seriados e animes, como já estive antes; sem inspiração, como poucas vezes me vi.

por isso, resolvi dar um tempo. não é um hiatus oficial. os deuses sabem que não tenho coragem de anunciar um hiatus aqui; nos outros blogs, quando fiz isso, idéias começaram a pipocar na minha cabeça instantaneamente. e não, não quero idéias agora. idéias podem ser perigosas no momento, já que estou com tanta coisa na cabeça. coisas essas que adoraria falar aqui, mas paciência não é algo que eu tenho no momento.

sendo assim, me despeço e peço desculpas por não comentar mais no blog de vocês. não que isso faça muita diferença - tenho certeza que meus comentários eram vazios e desnecessários.




tchau.




24.5.06

quando essa semana acabar, me sentirei uma pessoa livre, ou quase lá. tenho oito provas nesse sábado e, como era de se esperar, ainda não estudei. ficarei louca até sábado, como é de se esperar também. e, como também é de se esperar, é a milésima vez que isso acontece e eu ainda não aprendi a lição. e nunca irei aprender... acho.

como era de se esperar, de novo, fiz merda devido a tpm. quero saber quando irei parar de usar a tpm como desculpa para ser desprezível assim. até quando irei usar dos hormônios cretinos para continuar sem me esforçar? pf. preciso fazer algo em relação a isso. mas, claro, isso fica para quando a tpm desaparecer - pela última vez, permita-me usar essa desculpa!